Benefício Duvidoso

29/05/08

Hoje a minha implicância é com aparelhos celulares. Comecei a pensar (não, não fedeu), então  comecei a imaginar o quanto realmente o mesmo pode ser benéfico para nossas vidas. Não posso questionar a facilidade de comunicação que o mesmo pode nos trazer, a segurança de poder encontrar as pessoas que precisamos falar em casos de emergência, além de outros fatores que certamente positivam esta tecnologia.

Lembro-me quando chegaram a minha cidade, fiquei empolgado quando meu pai comprou um, olha que não precisou esperar nem 3 meses pela disponibilidade da linha, para ele que é médico foi realmente muito útil.

Os celulares eram utilizados por pessoas que realmente necessitavam, pelo menos em sua maioria, pois me lembro de um moleque de 10 anos de idade que ganhou um do pai, na época achei uma grande bobagem, mas hoje tem criança de 3 anos com o aparelho.

Em pouquíssimo tempo, não me aterei a datas exatas, o aparelho ficou acessível a todos e hoje podemos comprar um em qualquer canto, com a linha ativada e sair falando na mesma hora.

Existem alguns pontos negativos para esta tecnologia, na verdade são muitos, mas vou enumerar somente alguns.

 Não temos mais direito a não querer falar com uma pessoa, a mesmo insiste em ligar diversas vezes, quando não atendemos o mesmo fica ofendido, e se desligarmos ainda ouvimos do imbecil: “Não queria falar comigo e desligou o celular!”.

Mesmo quando não atendemos os celulares, agora o mala que insiste em querer falar com a gente envia mensagens SMS, as quais não podemos negar que não recebemos, pois a porcaria do aparelho não se esquece nunca de nos dar o recado.

Ficamos mais desorganizados  e indisciplinados em nossas programações. Quando não tínhamos aparelho celular, marcávamos horários e pontos de encontro, os quais deveriam ser cumpridos com rigor. Caso contrário o desencontro era certo e a programação podia ser arruinada.

Estamos sempre disponíveis para o trabalho, pois normalmente ganhamos um celular corporativo e nunca podemos desligar, sob o risco de tomarmos uma boa chamada do chefe. Lembro que quando meu pai saia de férias com a gente, ninguém nos achava durante dias, ficávamos totalmente incomunicáveis, somente familiares e amigos próximos sabiam onde estávamos, ainda sim era somente para casos de emergência.

Confesso que quando meu celular descarrega me sinto um pouco mais livre, não tenho obrigação de falar com ninguém, não preciso dar satisfação sobre o que estou fazendo ou onde estou.

Que o celular é útil eu sei, mas não gosto da impressão de escravização que o mesmo tem me dado. Posso estar sendo exagerado, mas acho que o aparelho nos deixa mais tensos, mais presos e mais cansados. Ainda não consegui ter certeza se o mesmo é mais benéfico ou maléfico para gente, o que você acha?

Ah! Se estiver pensando em comprar um aparelho celular clique aqui ou aqui!


O Bicho Puxa-Saco

26/05/08

O bicho puxa-saco (Babadoris Ovílicus) é um animal que jamais vai entrar na lista dos que estão em extinção, não adianta destruir seu habitat. Adaptando-se a qualquer meio, demonstra uma capacidade de sobrevivência impressionante. Não existe espécie no planeta que consiga suportar mudanças bruscas no seu ambiente e manter-se com o mesmo número de indivíduos e, dependendo da mudança, ainda conseguem se multiplicar.

Suas técnicas de sobrevivência são interessantes, consistem em algumas atitudes simples, porém eficazes. É importante avisar que as informações a seguir são de conteúdo forte, é recomendada precaução às pessoas cardíacas, mulheres grávidas, crianças e gente xiliquenta.

  1. Identificação de Uma Espécie Superior - Quando adentra em seu novo ambiente, procura descobrir quais espécies pode garantir sua sobrevivência, desta forma se aproximar e inicia o que os biólogos chamam de simbiose1.  Normalmente fica a espreitar um espécime do bando que possua as seguintes características: decidem quem faz o que, distribuem o alimento e, principalmente, determina quem pode ficar no bando – A este indivíduo do bando vamos chamar de Chefe.
  2. Aproximação com o Chefe do Bando – Começa uma fase que é crucial para a sobrevivência: ganhar o apreço do Chefe. Pode parecer fácil, mas não é incomum o bicho puxa-saco encontrar outros de sua espécie já habitando ao redor o líder do bando, assim começa uma luta feroz pela atenção do cobiçado chefinho, este é o único ponto fraco do Babadoris.  Ainda sim, começa a fazer favores ao chefe, busca comida, leva recados, ajuda nas tarefas e, se necessário, apela para o sexo.
  3. Concordância Total – Após garantir sua estada no bando, começa o aperfeiçoamento de sua relação com o Chefe. Limita sua linguagem a duas frases básica: “Sim, concordo com o senhor” e  “Sua Idéia é excelente”. É claro que existem variações, mas a base é a mesma.
  4. Rir da Piada do Chefe – Esta prática é a mais nefasta, mas eficácia inquestionável, pois o chefe adora que o achem engraçado. A piada pode ser completamente sem graça, mas a risada será verdadeira (pelo menos deve parecer), com soluços e, se possível, até lágrimas de tanto rir.

Está não são as única dificuldades que o puxa-saco enfrenta em sua batalha pela vida. Existe uma que é a mais preocupante e traz grande tensão ao bicho: A demissão do Chefe. Quando ocorre esta troca, um Babadoris fica desnorteado, a possibilidade de ser retirado do bando é grande. Portanto deve agir com máxima precaução, pois os outros da sua espécie estão prontos para atacar o novo líder do bando.

Sua atitude deverá ser pensada, nada pode dar errado. Elabora uma despedida honrosa ao antigo chefe,  exalta todas as suas qualidades (não, um Babadoris nunca se lembra de qualquer defeito do chefe), aponta suas vitórias e ao fim de todo o discurso abusa da paciência de todos botando Canção da América de Milton Nascimento. Tudo isso por não saber se um dia pode re-encontrar o indivíduo que o mantivera vivo até aquele momento.

Quanto ao novo chefe, logo nos primeiros instantes fica lado dele o dia todo, não fala nada para que ele não perceba que o Babadoris, na verdade, é um elemento inútil para o bando. Redobra sua atenção ao líder, então aplica os mesmo princípios que garantiram a sua sobrevivência. O perigo é quando o novo manda-chuva traz o seu próprio puxa-saco, então não há muito mais o que fazer. O Antigo Babadoris do grupo está fadado a procurar outro lugar para sua sobrevivência. Não tem importância, eles são bons nisso, no final de tudo sempre vão existir sacos para serem puxados e ovos para serem babados.

 

1Simbiose é uma relação mutuamente vantajosa entre dois ou mais organismos vivos de espécies diferentes. No caso da relação puxa-saco e chefe, o puxa-saco garante sua sobrevivência e o chefe garante que seu saco fique limpo e lustrado com as constantes babadas e puxadas do Babadoris Ovílicus. Alguns biólogos questionam se, para o chefe, realmente existe algum benefício nessa relação.

Precisando de um bom livro? Encontre-o AQUI!

 


Ser Consultor

25/05/08

Olha que já sou rodado e vi muita coisa no ambiente de trabalho e, por isso mesmo, posso afirmar que não há profissão melhor que a de Consultor.

A vida de consultor parte do pressuposto de que, quem o contrata, pouco ou nada sabe sobre o assunto a ser trabalhado, ou seja, neste momento cabe uma pergunta: Como o desenrolar de suas atividades será avaliado ?

De um modo geral, se houver sucesso em seu intento palmas para ele, por outro lado, em caso de fracasso, palmadas para nós.

Já tive contato com medalhões do mercado, que chegaram a passar anos falando, “em tese”, sobre tudo, pouco acrescentando a vida prática, e pior, a cada retorno a sua cidade de origem deixavam os pepinos para carregarmos.

Todos que trabalham sabem que o grande problema para implantação de um novo programa é a necessidade de quebrar antigos paradígmas, que servem, apenas, para manter a velha estrutura enferrujada e anacrônica rodando. Em tese toda nova proposta é compreendida e aceita, entretanto quando imaginamos que teremos que definir indicadores, para mensurarmos e avaliarmos novos processos, objetivos e metas audaciosos, capazes de serem impussionadores de nossos negócios além de gerenciarmos nossas rotinas, terminamos, invariavelmente, por optar em mantermo-nos na zona de conforto e nada fazer, pois aí, nesse instante crítico, é que os consultores apertam nossa mão e vão embora, largando a pepinosa conosco.

Por essas e outras é que eu já tomei minha decisão : Dentro de algum tempo também serei consultor!!!


Genial Prá Cacete

24/05/08

Em minha vida, tenho percebido o quanto o ser humano é capaz de parecer incrivelmente competente, ainda que seja um idiota. Por conta de convivência com pessoas que faziam questão de ser as melhores, ainda que não fossem, aprendi algumas técnicas, as quais, se bem utilizadas, podem levar qualquer imbecil ao nível de genialidade e, por conseguinte, ao sucesso.

O primeiro passo é procurar aprender, superficialmente, sobre todas as áreas do conhecimento em seu meio de trabalho, quando ocorrer uma reunião ou discussão e algum destes assuntos for trazido a tona, comente com autoridade um conceito básico e óbvio. Para os que não são da área em questão, parecerá que você é muito bom, quanto ao pessoal que realmente conhece do assunto, surgirá uma insegurança, pois acharão que você pode tomar o espaço de algum deles e está mostrando o que é capaz.

O segundo e fundamental passo é dominar a técnica de participação de reunião. Na verdade não se trata de uma técnica, mas uma arte complexa, que cobra de seus praticantes muito sangue frio e, principalmente, um silêncio tenebroso. Esta é a hora de mostrarmos toda a veia artística que temos (por favor, não mostrem a veiuda, não é disto que estou falando), fazendo expressões de interesse, incredulidade, discordância, concordância (principalmente se for o chefe que estiver falando), indignação e qualquer outra que pareça necessária para demonstrar sua total compreensão e integração ao assunto.
Algumas expressões faciais e gestuais podem ter incríveis resultados em certas situações, abaixo apresento três dicas:

1. Alguém deu uma idéia genial: Faça cara de que aquilo é óbvio, principalmente se for de sua área de atuação. Neste caso você deve quebrar a lei do silêncio e repetir a idéia, utilizando diminutivos para as soluções apresentadas. Vai parecer que aquilo seria feito de qualquer forma.

2. Alguém questionou algo importante: Observe a reação do seu chefe e vá na onda dele, não tenha medo. Se ele não estiver, faça uma expressão que de a entender que o assunto é irrelevante. Caso os outros indivíduos do grupo discordem da sua posição quanto a relevância, siga concordando com a maioria, apelando não somente para expressão facial, mas também para a gestual.

3. Um recém formado falou qualquer coisa: Apesar de ser a mais maligna de todas, é a minha preferida. Incline-se na direção do indivíduo e faça uma cara de mal, demonstre para ele que desaprova totalmente seu comentário com um olhar altamente questionador e forte, as outras pessoas também estarão olhando para o pobre novato e não perceberão o que estás fazendo, então haverão gaguejos e lapsos de memória e nunca mais esta pessoa tentará parecer inteligente quando estiveres por perto.

Com algum treino e muita habilidade, tenho certeza que qualquer um pode ser tornar um gênio aparente.

Obs. Não sou a favor deste tipo de atitude.
Mercado Livre – O melhor em Camêras Digitais e Notebooks

Criatividade e Simplicidade

22/05/08

Não acredito que existam pessoas sem criatividade alguma, umas possuem mais outras menos, mas criatividade zero eu não acredito. Muitas das vezes é mais por timidez que uma pessoa se torna criativamente inexpressiva do que por falta da mesma. Outro fator importante são as pessoas que destroem a criatividade alheia desprezando as idéias dos outros sem ao menos prestar atenção ao que está sendo dito.

A grande maioria de nós imagina que grandes idéias são complexas, quando na verdade os momentos criativos são, de uma foma geral, muito simples. Estalos com idéias que parecem vir do nada devem ser sempre valorizados, nunca desprezados, mesmo se parecerem estúpidos, pois na verdade podem ter muito valor.

Para ilustrar este artigo eu gostaria de mostrar um blog que, na minha opinião, surgiu de um momento criativo único, trata-se do http://banheirospublicos.wordpress.com . De forma bem humorada, o autor fotografa e comenta a situação de banheiros de restaurantes, lanchonetes, shoppings e outros mais do Rio de Janeiro, sempre analisando o panorama para satisfazermos nossas necessidades fisiológicas. Das palavras do próprio autor sobre de onde tirou essa idéia: “E pensar que tudo começou com a vontade de dar uma utilidade a minha câmera do celular!”.

Por isso que digo que nenhuma idéia deve ser desprezada, se o Pê achasse que isso era idiotice, nunca teria feito um blog que está fazendo muito sucesso. Certa vez um tutor de estágio me disse que ele tinha a mania de pedir para ninguém pensar nas idéias do projeto antes de fazer o planejamento, porém depois descobriu que estava perdendo grandes soluções, impendia as pessoas de expressar e desenvolver o que surgira em sua mente naquele momento, fazendo com que aquela inspiração se perdesse. Jamais devemos ridicularizar alguma idéia, nunca podemos impedir as pessoas de criar quando suas mentes começam a agir. Sempre devemos estimular todos a pensar e criar a qualquer momento, pois assim estaremos rodeados a todo tempo de ótimas soluções para nossos problemas.

Mercado Livre - O melhores preços em  Notebooks e Cameras Digitais

Preparando-se Para Ser Chefe

21/05/08

Não é incomum, nas empresas, percebermos o quanto uma pessoa que chega a um determinado nível hierarquico tornam-se um grande idiota, não porquê começa a mandar demais, porém como disse um grande amigo meu: “Esse pessoal se prepara para ser chefe, não para ser líder”. Tudo bem, eu sei essa foi meio apelativa, mas tudo bem, vamos em frente.

O problema desse tipo de pessoa é que, como não está preparada, começa a seguir um script de cagadas quase sempre perfeito, como se não houvesse outro caminho a ser seguido. Começa se colocando na posição de chefe amigo e humilde, terminando na condição de babaca da empresa em pouquíssimo tempo.

Não percebe que sua nova função fará com que aguente um novo peso, uma nova responsabilidade, o qual não deve ser repassada para sua nova equipe na mesma proporção em que recebe. É como dizem: quanto mais você cresce, mas grosso deve ficar o seu casco. Não sendo dessa forma, quando levam uma bordoada, antes de analisar o que está errado, passa toda a cacetada para a time, sendo que o problema pode não estar no pessoal.

Após pouco tempo o indivíduo começa uma gerra de vaidades com outros gestores de outros setores, trazendo mais problemas para empresa e para si, tendo em vista que um gerente que não esteja preocupado com isso vai trabalhar para que os resultados da empresa sejam alcançado, não quer saber quem manda mais.

Sentindo-se acuado, começa a fazer propaganda do pouco que faz, usando isso como arma para tentar evitar o que pode estar próximo: a demissão. Começa a ler os famosos livros de auto-ajuda da moda, tentando garantir o emprego com os conselhos de de alguém que nem sabe qual a sua situação exata.

Pela sua falta de eficiência, começa a apontar o defeito de todo mundo, não se preocupa em fazer sua parte, mas em defender-se de possíveis acusações, registrando qualquer bobagem e exaltando as mínimas falhas que qualquer pessoa comete.

Enfim, quando demitido, acusa todos os que atrapalharam sua estada na função, mas esquece de pensar o que fez de errado, o que poderia ter feito melhor e como agir na próxima vez.

Ao final das contas, pergunto se o cara realmente foi o único responsável pelos seu fracasso, será que o grande problema não foi de quem o colocou ali? Na maioria das vezes, o que prevalece na escolha de um novo líder é a simpatia por ele, não o seu preparo.

Essa escolha errada acaba por prejudicar a todo um grupo e, no final das contas, agora o dia-a-dia de alguns profissionais está desestruturados até a chegada de alguém para arrumar a casa e, principalmente, uma pessoa que estava bem em seu lugar e agora vai ter que procurar outro emprego para sustentar sua amada família.


Auto-ajuda? Sei Não…

19/05/08

Estou tentando ler o livro “O Monge e o Executivo”, digo tentando, pois não sei como alguém pode achar este livro tão bom, existem diversas contradições entre o que está querendo ser passado e os panoramas que envolvem as lições.

Acho que no final das contas vou acabar sendo muito criticado, pois o livro é muito famoso dentre a literatura de auto-ajuda (algo que não gosto muito por natureza), mas vou me arriscar a opinar em algumas mensagens que em breve pretendo escrever.

O problema não está no livro, pois se trata da opinião de quem o escreveu, mas da idolatria criada pelas pessoas que os lêem, considerando-os a solução para suas vidas profissionais ou pessoais. Buscando angustiadas pelas soluções que por vezes não se aplicam as suas situações específicas, acabam por perder o senso crítico.

Não é incomum, por vezes, acontecer de alguém tentar aplicar os princípios deste tipo de literatura e não ter sucesso, piorando ainda mais a auto-estima do indivíduo que fracassou, pois não percebeu que seu caso não se aplicava a opinião e experiência de uma pessoa.

Estou tendo a oportunidade de acompanhar uma pessoa que está empolgadíssima com estes livros, porém o seu sucesso é questionável, pois ao contrário do que deveria estar conseguindo, ninguém a respeita. Sua situação chega a ser ridícula, porém como ela possui o direito de fazer estas coisas, siga em frente, mas vai acabar virando história neste blog.

No final das contas, não dúvido que estes livros sejam financiados por empresas que querem nos convencer a trabalhar mais do que já trabalhamos (adoro teorias da conspiração, ainda que sejam as mais idiotas possíveis).


Como Tudo Começou

15/05/08

Todos sabemos que hoje o mundo está cada vez mais corrido, caótico, competitivo e stressante. A velocidade dos acontecimentos e do fluxo de informações estão fazendo das pessoas escravas de tecnologias que até pouco tempo nem mesmo pensávamos ter. O que deveria nos beneficiar está nos trazendo mais sofrimento, pois hoje ficamos angustiados quando acaba a bateria do celular, quando não podemos acessar a internet, quando perdemos algum e-mail que era importante, além de muitas outras coisas.

Ao observar essas coisas comecei a analisar nossas vidas, valores e o que tem sido considerado importante nos dias de hoje. Logo no primeiro momento percebi que cada vez mais as empresas estão nos levando a crer que a carreira profissional é a nossa maior realização na vida, como se sucesso no trabalho fosse sinônimo de felicidade. Também pude notar que muito da tecnologia que temos é para trabalharmos mais rápido e sermos mais eficiente. Não consegui de deixar de pensar em alguns pontos, por exemplo:

  1. Telefone Celular: desde o ínicio de minha carreira não tenho um celular próprio, estou o tempo todo conectado a disposição da empresa, podem me ligar a qualquer hora, seja lá o que estiver fazendo. Temos um coleira eletrônica e por esta somos pagos para usar.
  2. Notebook da empresa: se a empresa lhe concede um computador portátil, pode ter certeza, é para você poder trabalhar em qualquer lugar. Não acredite que se a empresa lhe acrescentar no pacote um sistema de internet móvel via celular você vai estar com vantagens, a única garantia é que além de te ligarem a qualquer hora, você ainda vai receber tarefas onde estiver.
  3. Cursos Motivacionais: esse é um dos piores, pois com o tempo os empresários descobriram que é só falar ou fazer algumas coisas estimulantes aos empregados para obterem maior produtividade. Estamos sendo tratados como cachorrinhos em adestramentos, recebemos um agradinho, fazemos o truque e somos premiados com um biscoitinho.
  4. Livros de auto-ajuda: talvez pior do que os cursos, as empresas tem feito um marketing enorme sobre livros de liderança, motivação, mudanças e muitos outros assuntos que, no final das contas, só querem nos levar a dar mais de nossas vidas para eles.

Acredito que muitos podem vir a me interpretar como um preguiçoso que não quer trabalhar, ou até receber críticas de que eu estaria sendo influenciado pelo comunismo ou outras linhas de pensamento socialista, mas na verdade não é isso que me estimula a escrever.

Com as observações que venho fazendo, percebi algo: não damos mais o mesmo valor para nossos familiares e vida pessoal, damos o nosso sangue para sustentá-los, mas o que eles mais querem é que estejamos por perto, que possamos passear no praça ou praia com nossos filhos e conjugês. Pode não ser tão perceptível, mas estamos nos colocando em uma situação que somente nos sacrificando ao extremo podemos dar tudo o que nossa família talvez nem precise, deixando de fora o mais importante: pais, mães, maridos, esposas e filhos que são muito mais importantes.

Emprego, trabalho, carreira pode ser que traga felicidade para um indivíduo, desde que não seja por uma influência imposta pelo culto ao profissional, mas por um gosto pessoal, se isso lhe dá felicidade, seja feliz assim. Hoje nos está sendo imposta a idéia que o sucesso profissional é a realização de nossas vidas, mas será que ao final de tudo, quando olharmos para trás terá valido a pena deixar de brincar com nossos filhos? Será que aguentaremos a saudade de nossos pais que estão envelhecendo e abruptamente podem nos deixar? Não seria melhor aproveirtar o máximo de nossas vidas com quem amamos? Ainda que tenhamos que viver de forma mais simples, acredito que eu sei a resposta, pelo menos para mim.