Me diz uma coisa, você já teve a oportunidade de ler o livro infantil “Quem Mexeu No Meu Queijo” de Spencer Jonhson? Se leu acredito que percebeu que este clássico da auto-ajuda menospreza totalmente nossa inteligência. Caso não tenha lido, vou te passar a mensagem de forma respeitosa: Mudanças podem ser positivas, quando algum panorama estiver alterando, procure alternativas para seu dia-a-dia, não fique preso a conceitos arraigados que não te permitem ver novos horizontes, você precisa se adaptar. Pronto não precisa mais ler o livro. Tudo bem, eu sei que tem mais detalhes, mas não vale a pena perder tempo com isso.
Conforme um resumo bem básico que achei na internet, o conto ocorre com essa base:
“Os quatro personagens imaginários descritos nesta história os ratos: Sniff e Scurry, e os duendes: Hem e Haw – tem a intenção de representar as partes simples e complexas de nós mesmos, independentemente de nossa idade, sexo, raça ou nacionalidade.
Às vezes podemos agir como Sniff que percebe a mudança logo, ou Scurry que sai correndo em atividade, ou Hem que rejeita a mudança, resistindo-lhe, assim como teme que ela leve a algo pior, ou Haw que aprende a se adaptar a tempo, quando percebe que a mudança leva a alguma coisa melhor !
Quaisquer que sejam as partes de nós que escolhemos utilizar, todos nós dividimos algo em comum: a necessidade de encontrar nosso caminho no labirinto e ser bem-sucedido em períodos de mudanças.”
A mensagem do texto nos é apresentanda como uma estória para criança, por isso fico chateado com esse tipo de literatura, pois trata as pessoas como se elas não tivessem crescido. Concordo com muito da visão do autor, só não gosto da forma como é passada. Com toda sinceridade, pretendo no futuro ensinar minha filha com esse tipo de livro, jamais um profissional maduro.
Não entendo a razão de tanta alarde sobre este livro, pois a mesma mensagem poderia ser passada de forma bem humorada e direta, com exemplos práticos de nossa vida (lembram-se do exemplo que dei no post O Bicho Puxa-Saco). Se alguém precisa de contos infantis para entender uma mensagem como essa, me desculpem, mas tem algo errado com essa pessoa.
Vocês precisam de um livro para ajudar a entender como se comportar diante de uma mudança drástica e necessidade de adaptação? Leiam “Robson Crusoé” de Daniel Defoe. Um texto inteligente e muito mais interessante que dois duendes e dois ratinhos. Pode ter certeza que você tem senso crítico para ler este livro e encontrar lições para lidar com as mudanças de seu dia-a-dia.
______________________________________________________________________________________________________________________________________________
* Só um pequeno desafio (muito pequeno mesmo): a primeira pessoa que explicar corretamente o trocadilho que fiz com o título no post em referência ao título do livro ganha um exemplar de Robson Crusoé. Eu mando direto para casa do vencedor, é garantido!
14/06/08 às 16:29 |
Olaa!
Muito legal os textos que sao colocados aqui!
Lindo o seu site, Lindo os textos, Linda criatividade!
Qualquer coisa pode contar comigo!!
Abraços
Gabi~
16/06/08 às 10:24 |
Há um livro com o título “Quem cortou o Queijo?”, um claro exemplo do oportunismo de certos autores em aproveitar o sucesso alheio. Há também “A arte da Guerra para Quem Mexeu no Queijo do Pai Rico”, que critica a importância dada a obras de auto-ajuda.
Acho que seu trocadilho se refere a ter sintetizado a mensagem do livro em apenas uma frase, mantendo o sabor do queijo em uma só “fatia”. Você cortou tudo o que considerou desnecessário da obra e apresentou só o que de fato importa. Acertei?
_________________________________________________________________________________________
Em resposta ao meu caro Ronaldo:
Não meu caro Ronaldo, não existe o livro “Quem Cortou o Queijo” é só um trocadilho mesmo, infelizmente vc não acertou. Pesquise um pouco mais…
Cássio Marins
16/06/08 às 20:44 |
Cássio, muito bacana saber que você está estudando sobre esta figura da mitologia suméria. Eu não fiz a citação toda, pois imaginei que não fosse o caso. Lilith mereceria vários posts é verdade.
Se você me permitir uma dica, leia o livro Lilith, a Lua Negra do filósofo/psicólogo italiano, Roberto Sicuteri. Vale a pena.
ps. pode mandar o material, pois sempre será interessante.
Grande abraço.
17/06/08 às 9:32 |
Cássio, o livro “Quem Cortou o Queijo?”, de Mason Brown, foi editado em 2001. Existe sim!!! Você pode encontrá-lo facilmente.
17/06/08 às 20:35 |
É verdade, pensei que vc estava perguntando, eu não sabia que existia (deve ser pela minha aversão por auto-ajuda). Valeu pela dica!
18/06/08 às 0:06 |
Non, ainda non li!
Mas, vou procurar lê-lo!
Obrigada pela visita!
Sim, tivemos o dia do comentarista de blog… e foi dia 15/6!
Virei aqui mais vezes!
19/06/08 às 12:04 |
Olá Cassio, tudo bem? mais uma vez excelente texto… concordo inteiramente com você… e o pior, tive que ler duas vezes para trabalhos na pós graduação… Ah, gostaria de saber se posso colocar seu blog na sessão de blogs indicados do meu… pode ser?
abs
19/06/08 às 17:38 |
Facilitou heim!
Mexeu = Moved / Cortou = Mowed.
É isso?
19/06/08 às 17:39 |
Santo feed atualizado…
19/06/08 às 18:52 |
Ainda não…
Como diria Raul Seixas: Tente Outra Vez.
Se até sexta-feira ninguém der o pitaco correto, talvez eu pense em um premio de consolação para você.
20/06/08 às 10:08 |
Rs…
25/06/08 às 10:15 |
Tirei 2 interpretações do título, espera que uma esteja correta hehe
1 – Cortou tem na sua versão inglesa o nome “cut”, que na gíria também significa parte nos lucros. Ou seja, a história de Quem mexeu no meu queijo é simplista e puramente voltada pra ganhar dinheiro, não se atendo a grandes informações.
2 – “Cut” no sentido de atalho (short cut)/encurtar. Ou seja, a história foi direto ao ponto, sendo completamente superficial.
25/06/08 às 21:37 |
Caro Hélio, ainda não foi dessa vez, mas a criatividade foi boa. Uma dica geral, trata-se de uma gíria americana.
Abraços
30/06/08 às 12:00 |
já leste “quem derreteu o meu queijo?”, é do groo.