Como Fracassar Facilmente

24/07/08

Estive conversando com um grande amigo meu sobre algumas situações que ele vem observando na empresa em que trabalha. Não acreditei no que ouvi, principalmente porque a diretoria estava aplaudindo idéias, as quais por serem tão idiotas deveriam constar como anedotas corporativas.

O mais preocupante é o fato de tratar-se de uma empresa que deveria ter um sistema de gestão impar, até pela imagem que vende.

Em nossa conversa pudemos diagnosticar alguns pontos que merecem destaque:

1. O que a empresa realmente quer?

Pode parecer incrível, mas no caso em questão, é nítido que a alta direção da corporação não faz a menor idéia de onde quer chegar. Sem objetivos realmente definidos ficamos totalmente perdidos, sem saber em que direção seguir. Estando nessa situação, até quando erramos ficamos sem conhecer o que está acontecendo para não dar certo.

O escopo de nossas atividades deve ser muito bem definido, acredito que esse ponto seja a chave para o sucesso de qualquer empreendimento. Por mais que utilizemos métodos de gestão e tecnologias, se o escopo não estiver adequado, certamente teremos problemas durante o andamento das atividades e, provavelmente, venha o fracasso.

2. Preparo da Equipe de Trabalho.

Não adianta gostarmos das pessoas que estamos selecionando para estarem à frente de um projeto, se estas não estiverem aptas a entender o escopo e as necessidades mínimas para que se alcance o mesmo, o trabalho vai rodar em círculos, indo e voltando ao mesmo ponto, sem evoluir efetivamente.

Não somente treinamento, mas talento natural ao assunto é importante para tocar um determinado projeto. De que adiantam horas e mais horas de aula, se a pessoa em questão não possui habilidade para fazer o que está sendo solicitado.

3. Desvio de Foco.

Por não haver um escopo adequadamente definido, o foco da equipe (que acredito não estar pronta para atuar) muda totalmente do qual se quer chegar. É muito comum direcionarmos esforços em uma direção que não leva ao sucesso do trabalho, mas pode causar enganos com os resultados aparentemente obtidos. Ou seja, com o foco errado, os dados e índices que demonstrariam a evolução do projeto não apresentam a realidade, mas são positivos e enganosos ao conselho diretor de uma empresa.

Neste ponto o problema torna-se grave, pois para os diretores os números estão evoluindo bem e a equipe está tendo sucesso, mas após algum tempo o retorno esperado não começa a se manifestar e, pior ainda, ninguém sabe a razão.

Muitas vezes, quando insucessos como esses ocorrem, ninguém pára e analisa onde foi que o empreendimento desandou, mas buscam culpados e/ou problemas na metodologia ou técnica aplicada. Com isto, novamente iniciam os trabalhos acreditando que desta vez vão resolver e tudo vai dar certo, mas ao final veremos um novo fracasso.

Além de minhas usuais críticas ao dia-a-dia que venho fazendo, vou dedicar alguns post à gestão de projetos e empreendimentos, passando por cada etapa necessária para o sucesso de uma atividade.

Afe, eu acho que a solidão do hotel me deixou inspirado, preciso voltar para Belém urgente!


O Limpador de Privadas

14/07/08

Não sei se vocês já tiveram a opurtunidade de conversar com algum faxineiro de banheiro de shopping. Sem querer eu tive essa chance. Eu não esperava grandes coisas, principalmente quando ele puxou conversa.

- Dotô, o senhor sábia que o privada que o pessoal mais faz cocô é a última do corredor? Acho que é mais escondido, aí pessoal prefere mandar embora lá mesmo.

- Interessante, nunca tinha pensado nisso – disse lembrando que tinha acabado de usar a última privada, ainda que todas as outras estivessem livres.

- É por causa disso que ela é a mais suja e difícil de limpar, se eu fosse o sinhô eu usava a primeira, é sempre a mais limpinha.

Logo após me afirmar isso, ele abriu a porta da primeira privada e me mostrou como estava limpinha, o shopping já estava aberto há umas quatro horas e, segundo o faxineiro, ninguém havia usada ainda.

- É verdade, na próxima vez eu uso essa, mesmo não sendo tão escondida.

- Quando o dia esta calmo – continuou a conversa – eu me esforço muito em limpar bastante a última privada, mas se está agitado minha preocupação são as outras, porque ninguem deixa livre a última, só as primeiras que tem brecha. O sinhô acredita que mesmo tendo vaga em outras privadas, muita gente espera para usar a última.

- Sabia não, mas sua informação é muito importante, agora só vou usar a primeira. Obrigado, a gente se vê.

- Té mais dotô, não esquece de lavar as mão!

Lavo minhas mãos e saio do banheiro pensando o quanto aquele faxineiro era observador e inteligente. Ele, sem nenhuma instrução, analisou o panorama, definiu padrões e procedimentos para cada ocasião. O seu único intuito era possibilitar que as pessoas utilizassem um banheiro limpo, mas foi mais gestor do seu dia-a-dia do que todos nós, os “instruídos”, somos na verdade.

É certo que suas decisões e análises foram simples, mas ao invés de ficar sofrendo, se concentrou no seu problema e buscou a melhor forma de trabalhar, não teve preguiça de pensar, nem se desesperou. No final de tudo fez o que muitos de nós não faz: comunicou a um dos principais interessados em que seu trabalho seja bem feito, ou seja, eu. Ora! Quem não quer liberar um barro em um banheiro limpinho? Fazer cocô em lugar agradável é bom para todos nós! Vais negar?

Como gosto de dizer, as coisas são muito mais simples do que pensamos, gostamos de complicar as coisas de tal forma que chegamos a travar todo nosso cotidiano. Acho que um pouco mais de observação, paciência e uma forcinha para pensar nos ajudaria a diminuir nosso stress.


Um Dia Emocionante no Trabalho

27/06/08

Hoje não foi um dia comum de trabalho. Fomos visitar uma cliente para avaliar como andam as coisas e tive uma experiência que mexeu comigo.

Logo ao chegarmos no local, fomos recepcionados pela diretora do clube e por um menininho de uns 3 anos de idade todo sorridente. Com muito carinho perguntei para ele:

- Oi! Qual seu nome?

- Paulo Vitor Shilva Coshta!

- Poxâ, e onde estão sua mãe e seu pai?

- Minha mãe eshtá em Cametá. Meu pai eshtá ali!

Olhei para trás e vi um rapaz novo dando manutenção no encanamento da cozinha do clube. Voltei a conversar com a diretora do local e o garoto sempre por perto e sorridente. Não entendi a razão, mas naquele momento a senhora pediu para ele entrar para comer bolo. Para ele isso foi mais um motivo de sorriso. Então começamos a conversar sobre vários assuntos, dentre os quais um, sem querer, virou o mais importante do dia.

- Sabe, há um mês atrás a mãe do Paulo Vitor morreu – comentou com tristeza a senhora.

- Puxa vida, mas ele disse que a mãe está viajando!

- O pai não teve coragem de contar, agora nenhum de nós tem. O garoto é um amor e estamos todos muito preocupados com isso, ele está morrendo de saudade da mãe e vive perguntando por ela. É de partir o coração. As duas irmãs mais velhas sabem, mas querem contar e, ainda, maltratam o garoto, acho que também estão sofrendo muito, ainda mais com ele perguntando tanto por ela.

Nessa hora fiquei sem saber o que falar e apenas fiquei escutando com o coração nas mãos, principalmente quando olhei para trás e vi o menino todo satisfeito com a boca cheia de bolo.

- O pior não é isso – continuou a senhora – hoje ele me procurou para dizer que lembrou de uma coisa muito boa que a mão dele fazia, sentou do meu lado e disse: “Peixe frito com macarrão, é tão bom quando a mamãe faz pra mim!”.

O assunto continuou, mas não consegui me concentrar, comecei a imaginar a vontade de abraçar a mãe que ele tinha, do carinho que talvez o pai não faça , das brincadeiras que ela fazia com ele, do cheiro que certamente faz muita falta, das sonecas agarrado a ela, além de muitas outras coisas que somente o menininho sabe, como sabe.

Quando cheguei lembrei novamente do Paulo Vitor quando olhei para minha esposa e filha de 9 meses, estavam juntas na cama dormindo, ambas estão gripadas. Como fiquei feliz em saber que elas tem a mim e eu tenho as duas para nos confortarmos de todas as coisa e nos fazer rir a todo tempo. Que alegria! Graças a Deus!

Voltei então a refletir no quanto é importante não desperdiçarmos um só segundo ao lado de quem amamos, devemos aproveitar com todo nosso vigor. Não sabemos quanto tempo teremos ao lado de nossos pais, mães, irmãs, filhos, esposas ou maridos e qualquer outra pessoa que nos seja importante.

Pode parecer piegas, mas cada momento que ganhamos com nossa família não tem preço, não há sucesso profissional no mundo que pague isso, não há carreira que justifique nossa ausência na vida de nossos filhos e conjugês.

Se não acreditam, perguntem ao menino Paulo Vitor. Ele, de um jeito simples, transformou meu dia de trabalho em dia de reflexão, talvez o mais importante de toda a minha carreira. Certamente ele nem sabe disso, mas jamais me esquecerei dele e o seu sorriso moleque me ensinando a valorizar o que realmente importa na vida.


Trabalhar Prá Quê?

23/06/08

Tem uma máxima (ou mínima) que diz: “Quem trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro!”. Talvez até seja verdade, mas não para dinheiro honesto, pois todo dinheiro ganho com dignidade é trabalhoso.

Atualmente, com a situação social que vivemos, é muito fácil convencer as pessoas a dar o batalhado dinheiro em troca de um conforto através de promessas espirituais e predições sobre um futuro melhor. Muita má fé na verdade, pois trata-se de brincar com a esperança de muitos que não tem mais para onde recorrer.

Pode não parecer, mas sou protestante e da linha considerada tradicional (ou histórica como preferimos dizer) dos Batistas. Infelizmente a cada dia tenho que dar razão aos céticos que criticam todo e qualquer tipo de fé, pois a todo tempo surge uma nova onda de charlatanismo que acaba por levar muita gente, inclusive com certo nível de instrução.

Recentemente, só por brincadeira entrei no página da tal Mãe Dinah, mas o que percebi foi coisa séria. Um monte de promessas e falsas esperanças a pessoas que venham a navegar pela página desta senhora, mas nada de concreto. Me escrevi para receber números que mudariam minha vida, somente no intuito de verificar até onde chegaria esta proposta, porém, infelizmente (ou felizmente), ainda não recebi os meus números. Talvez alguém ainda diga que ela adivinhou que eu entrei lá só para analisar o que acredito ser picaretagem, se for o caso, como ela não adivinhou a falsa entrevista dos humoristas do CQC (ver abaixo)?.

Para esse tipo de pessoa, incluo aqui um monte de “Bispos” que andam enganando as pessoas, realmente não há razão para trabalhar, é muito fácil arrancar dinheiro das pessoas que estão desesperadas. Além disso, quando dá certo, o mérito é do “trabalho espiritual” realizado pelo místico, mas quando não funciona, foi a falta de fé do pobre cidadão que foi enganado, que sai ainda mais desesperado da situação.

Não estou tentando fazer desse artigo uma abordagem de fé (para tal pretendo abrir outro blog), mas de responsabilidade com você mesmo e sua família. Se você precisa mudar sua situação, busque apoio em sua família para lutar, vai ser demorado, mas é possível. Deus pode te ajudar, mas não é nenhum gênio da lâmpada para sair realizando desejos, principalmente nos problemas que nós mesmo nos colocamos.


Quando o Gato Sai…

11/06/08

É impressionante como o simples fato do chefe estar por perto faz com que as pessoas trabalhem mais, ou pelo menos finjam. Não sei se é por causa do medo, respeito ou é pura cara-de-pau, mas toda as vezes que meus chefes não estavam por perto eu parava de trabalhar – Estou falando no passado porque a minha chefinha atual pode descobrir que tenho este blog e ler este post, ai o bicho pode pegar.

Quando trabalhava em uma refinaria, era só o nosso gerente sair de férias que a galera do setor começava a preparar uma escala de folga durante as semanas de ausência dele. Fazíamos tudo muito organizadamente para não dar problema. Quando o chefe estava para retornar de férias, nos concentrávamos um pouco mais no trabalho para deixar todas as pendências em dia, dessa forma ele acharia que tínhamos trabalhado muito. Por vezes eu achava que se nós fôssemos organizados assim no nosso trabalho tudo seria mais fácil.

Fator importante para atentarmos com essa atitude era que na verdade nós dávamos conta das nossas atividades, mas quando o chefe estava por perto demorávamos mais para valorizar.

Atualmente o chefe do setor onde trabalho sou eu. Sei como a galera se comporta quando não estou por perto, na verdade até gosto que seja assim. Todos nós temos metas a cumprir, se você conseguir fazer tudo que lhe é dado por responsabilidade, não tenho razão para me preocupar. Sei com isso que minha equipe pode dar mais do que ela faz quando for necessário. Não adianta exigirmos o máximo do pessoal quando só precisamos de uma parte de seus esforços, pois quando a necessidade surgir, nossas equipes não terão de onde tirar mais esforço e dedicação.

___________________________________________________________________________________________________

Mais dicas de presentes para o Dias dos Namorados Aqui. Só tem mais hoje para comprar, aproveite!


O Exemplo de Franz Kafka

3/06/08

“Uma manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco inseto”.

Quem já teve o enorme prazer de ler o livro “A Metamorfose” de Franz Kafka, sabe o valor deste livro para sociedade, principalmente por sua mensagem atual e verdadeira. É importante que o leitor busque contextualizar a situação do autor antes de chegar em alguma conclusão sobre a obra.

O livro trata da situação de Gregor Samsa ao acordar transformado em um inseto gigante, além todas as dificuldades que ele e sua família passam por conta do ocorrido.

Não quero fazer uma análise do livro, mas somente do comportamento de um único indivíduo: O Chefe do Sr. Samsa.

Por ser arrimo de família, Gregor sofre com a impossibilidade de sair para trabalhar, tendo em vista que estava trancado em seu quarto e não conseguia nem abrir a porta. Ele tinha absoluta certeza que seria demitido se não comparecesse para trabalhar, apesar de encontrar-se incapacitado.

Em um determinado momento chega o “Chefe do Escritório” para saber da ausência de seu funcionário. Se percorrermos o texto vamos observar algo bem parecido com que vemos hoje em dia, um chefe que finge estar preocupado com o empregado, quando na verdade sua preocupação está na perda de um dia de trabalho do seu funcionário.

Um ponto marcante é o fato que em todo momento o chefe expressa sua insatisfação com a possível doença, sua desconfiança com Gregor e, principalmente, a possibilidade forte de demissão.

Não é incomum vermos que atualmente coisas parecidas acontecem todos os dias, a maioria dos líderes não confia em sua equipe e acreditam que a única coisa importante é a empresa. Esquecendo que sem a equipe uma empresa não existe.

Se observarmos o texto de Kafka, logo no primeiro capítulo vamos perceber o desespero que a atitude de seu chefe gera para o empregado e sua família, desestruturando os pensamentos da personagem, levando-o a tomar atitudes desesperadas e assustando sua família.

Os líderes que agem de tal forma só conseguem uma equipe insatisfeita e nervosa por não ter a compreensão e confiança de seu “chefe”. Uma grande tensão é gerada e a porta do diálogo sincero e produtivo fecha abrupta e definitivamente.

Infelizmente tive a oportunidade de presenciar algumas vezes este tipo de acontecimento. Chega a ser ridículo ouvir de um gerente que seu companheiro de trabalho doente só faz falta por causa de suas obrigações na empresa. Não fosse a intervenção da assistente social, um colega de profissão, operado de um cisto no reto, teria recebido um notebook em casa para continuar suas atividades.

Será que não estamos agindo dessa forma com nossos liderados? Será que estamos preparados para olhar os profissionais como pessoas? Não acredito nessa estória de separar o profissional do pessoal, pois os profissionais são pessoas, nunca conseguiremos separar as duas figuras.

É incrível como Franz Kafka consegui escrever em 1915 um texto que possui uma reflexão tão importante para os profissionais de hoje e, principalmente, para nossas vidas pessoais. Acredito que em um ambiente assim, uma equipe está fadada ao fracasso.


Benefício Duvidoso

29/05/08

Hoje a minha implicância é com aparelhos celulares. Comecei a pensar (não, não fedeu), então  comecei a imaginar o quanto realmente o mesmo pode ser benéfico para nossas vidas. Não posso questionar a facilidade de comunicação que o mesmo pode nos trazer, a segurança de poder encontrar as pessoas que precisamos falar em casos de emergência, além de outros fatores que certamente positivam esta tecnologia.

Lembro-me quando chegaram a minha cidade, fiquei empolgado quando meu pai comprou um, olha que não precisou esperar nem 3 meses pela disponibilidade da linha, para ele que é médico foi realmente muito útil.

Os celulares eram utilizados por pessoas que realmente necessitavam, pelo menos em sua maioria, pois me lembro de um moleque de 10 anos de idade que ganhou um do pai, na época achei uma grande bobagem, mas hoje tem criança de 3 anos com o aparelho.

Em pouquíssimo tempo, não me aterei a datas exatas, o aparelho ficou acessível a todos e hoje podemos comprar um em qualquer canto, com a linha ativada e sair falando na mesma hora.

Existem alguns pontos negativos para esta tecnologia, na verdade são muitos, mas vou enumerar somente alguns.

 Não temos mais direito a não querer falar com uma pessoa, a mesmo insiste em ligar diversas vezes, quando não atendemos o mesmo fica ofendido, e se desligarmos ainda ouvimos do imbecil: “Não queria falar comigo e desligou o celular!”.

Mesmo quando não atendemos os celulares, agora o mala que insiste em querer falar com a gente envia mensagens SMS, as quais não podemos negar que não recebemos, pois a porcaria do aparelho não se esquece nunca de nos dar o recado.

Ficamos mais desorganizados  e indisciplinados em nossas programações. Quando não tínhamos aparelho celular, marcávamos horários e pontos de encontro, os quais deveriam ser cumpridos com rigor. Caso contrário o desencontro era certo e a programação podia ser arruinada.

Estamos sempre disponíveis para o trabalho, pois normalmente ganhamos um celular corporativo e nunca podemos desligar, sob o risco de tomarmos uma boa chamada do chefe. Lembro que quando meu pai saia de férias com a gente, ninguém nos achava durante dias, ficávamos totalmente incomunicáveis, somente familiares e amigos próximos sabiam onde estávamos, ainda sim era somente para casos de emergência.

Confesso que quando meu celular descarrega me sinto um pouco mais livre, não tenho obrigação de falar com ninguém, não preciso dar satisfação sobre o que estou fazendo ou onde estou.

Que o celular é útil eu sei, mas não gosto da impressão de escravização que o mesmo tem me dado. Posso estar sendo exagerado, mas acho que o aparelho nos deixa mais tensos, mais presos e mais cansados. Ainda não consegui ter certeza se o mesmo é mais benéfico ou maléfico para gente, o que você acha?

Ah! Se estiver pensando em comprar um aparelho celular clique aqui ou aqui!


Ser Consultor

25/05/08

Olha que já sou rodado e vi muita coisa no ambiente de trabalho e, por isso mesmo, posso afirmar que não há profissão melhor que a de Consultor.

A vida de consultor parte do pressuposto de que, quem o contrata, pouco ou nada sabe sobre o assunto a ser trabalhado, ou seja, neste momento cabe uma pergunta: Como o desenrolar de suas atividades será avaliado ?

De um modo geral, se houver sucesso em seu intento palmas para ele, por outro lado, em caso de fracasso, palmadas para nós.

Já tive contato com medalhões do mercado, que chegaram a passar anos falando, “em tese”, sobre tudo, pouco acrescentando a vida prática, e pior, a cada retorno a sua cidade de origem deixavam os pepinos para carregarmos.

Todos que trabalham sabem que o grande problema para implantação de um novo programa é a necessidade de quebrar antigos paradígmas, que servem, apenas, para manter a velha estrutura enferrujada e anacrônica rodando. Em tese toda nova proposta é compreendida e aceita, entretanto quando imaginamos que teremos que definir indicadores, para mensurarmos e avaliarmos novos processos, objetivos e metas audaciosos, capazes de serem impussionadores de nossos negócios além de gerenciarmos nossas rotinas, terminamos, invariavelmente, por optar em mantermo-nos na zona de conforto e nada fazer, pois aí, nesse instante crítico, é que os consultores apertam nossa mão e vão embora, largando a pepinosa conosco.

Por essas e outras é que eu já tomei minha decisão : Dentro de algum tempo também serei consultor!!!


Criatividade e Simplicidade

22/05/08

Não acredito que existam pessoas sem criatividade alguma, umas possuem mais outras menos, mas criatividade zero eu não acredito. Muitas das vezes é mais por timidez que uma pessoa se torna criativamente inexpressiva do que por falta da mesma. Outro fator importante são as pessoas que destroem a criatividade alheia desprezando as idéias dos outros sem ao menos prestar atenção ao que está sendo dito.

A grande maioria de nós imagina que grandes idéias são complexas, quando na verdade os momentos criativos são, de uma foma geral, muito simples. Estalos com idéias que parecem vir do nada devem ser sempre valorizados, nunca desprezados, mesmo se parecerem estúpidos, pois na verdade podem ter muito valor.

Para ilustrar este artigo eu gostaria de mostrar um blog que, na minha opinião, surgiu de um momento criativo único, trata-se do http://banheirospublicos.wordpress.com . De forma bem humorada, o autor fotografa e comenta a situação de banheiros de restaurantes, lanchonetes, shoppings e outros mais do Rio de Janeiro, sempre analisando o panorama para satisfazermos nossas necessidades fisiológicas. Das palavras do próprio autor sobre de onde tirou essa idéia: “E pensar que tudo começou com a vontade de dar uma utilidade a minha câmera do celular!”.

Por isso que digo que nenhuma idéia deve ser desprezada, se o Pê achasse que isso era idiotice, nunca teria feito um blog que está fazendo muito sucesso. Certa vez um tutor de estágio me disse que ele tinha a mania de pedir para ninguém pensar nas idéias do projeto antes de fazer o planejamento, porém depois descobriu que estava perdendo grandes soluções, impendia as pessoas de expressar e desenvolver o que surgira em sua mente naquele momento, fazendo com que aquela inspiração se perdesse. Jamais devemos ridicularizar alguma idéia, nunca podemos impedir as pessoas de criar quando suas mentes começam a agir. Sempre devemos estimular todos a pensar e criar a qualquer momento, pois assim estaremos rodeados a todo tempo de ótimas soluções para nossos problemas.

Mercado Livre - O melhores preços em  Notebooks e Cameras Digitais

Preparando-se Para Ser Chefe

21/05/08

Não é incomum, nas empresas, percebermos o quanto uma pessoa que chega a um determinado nível hierarquico tornam-se um grande idiota, não porquê começa a mandar demais, porém como disse um grande amigo meu: “Esse pessoal se prepara para ser chefe, não para ser líder”. Tudo bem, eu sei essa foi meio apelativa, mas tudo bem, vamos em frente.

O problema desse tipo de pessoa é que, como não está preparada, começa a seguir um script de cagadas quase sempre perfeito, como se não houvesse outro caminho a ser seguido. Começa se colocando na posição de chefe amigo e humilde, terminando na condição de babaca da empresa em pouquíssimo tempo.

Não percebe que sua nova função fará com que aguente um novo peso, uma nova responsabilidade, o qual não deve ser repassada para sua nova equipe na mesma proporção em que recebe. É como dizem: quanto mais você cresce, mas grosso deve ficar o seu casco. Não sendo dessa forma, quando levam uma bordoada, antes de analisar o que está errado, passa toda a cacetada para a time, sendo que o problema pode não estar no pessoal.

Após pouco tempo o indivíduo começa uma gerra de vaidades com outros gestores de outros setores, trazendo mais problemas para empresa e para si, tendo em vista que um gerente que não esteja preocupado com isso vai trabalhar para que os resultados da empresa sejam alcançado, não quer saber quem manda mais.

Sentindo-se acuado, começa a fazer propaganda do pouco que faz, usando isso como arma para tentar evitar o que pode estar próximo: a demissão. Começa a ler os famosos livros de auto-ajuda da moda, tentando garantir o emprego com os conselhos de de alguém que nem sabe qual a sua situação exata.

Pela sua falta de eficiência, começa a apontar o defeito de todo mundo, não se preocupa em fazer sua parte, mas em defender-se de possíveis acusações, registrando qualquer bobagem e exaltando as mínimas falhas que qualquer pessoa comete.

Enfim, quando demitido, acusa todos os que atrapalharam sua estada na função, mas esquece de pensar o que fez de errado, o que poderia ter feito melhor e como agir na próxima vez.

Ao final das contas, pergunto se o cara realmente foi o único responsável pelos seu fracasso, será que o grande problema não foi de quem o colocou ali? Na maioria das vezes, o que prevalece na escolha de um novo líder é a simpatia por ele, não o seu preparo.

Essa escolha errada acaba por prejudicar a todo um grupo e, no final das contas, agora o dia-a-dia de alguns profissionais está desestruturados até a chegada de alguém para arrumar a casa e, principalmente, uma pessoa que estava bem em seu lugar e agora vai ter que procurar outro emprego para sustentar sua amada família.